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Cannabis rica em CBD na epilepsia pediátrica intratável: experiência israelense (Tzadok)
Epilepsia
Seizure · 2016
Coorte de 74 crianças/adolescentes: redução de crises em 89% com cannabis rica em CBD (estudo retrospectivo).

Cannabis rica em CBD na epilepsia pediátrica intratável: experiência israelense (Tzadok)
Cannabis rica em CBD na epilepsia pediátrica | Brazcann
Introdução e contexto clínico
O estudo Cannabis rica em CBD na epilepsia pediátrica intratável: experiência israelense (Tzadok) (Seizure · 2016) integra a investigação científica sobre o uso de canabinoides em epilepsia.
O canabidiol (CBD), composto não psicoativo da Cannabis sativa, é uma das aplicações mais bem documentadas da cannabis medicinal no controle de crises epilépticas resistentes a medicamentos. Ensaios clínicos randomizados de alto impacto demonstraram redução da frequência de crises em síndromes graves de início na infância, como a síndrome de Dravet e a síndrome de Lennox-Gastaut, embasando aprovações regulatórias do CBD purificado. O tratamento exige prescrição e acompanhamento neurológico, com atenção à titulação da dose e a interações medicamentosas.
Compreender o que a ciência mostra sobre o uso de canabinoides em epilepsia ajuda pacientes e profissionais de saúde a tomar decisões mais seguras e bem fundamentadas, baseadas em evidência e não em senso comum.
Metodologia e achados
Esta revisão científica reuniu e avaliou criticamente a literatura disponível sobre o tema. Coorte de 74 crianças/adolescentes: redução de crises em 89% com cannabis rica em CBD (estudo retrospectivo). Como síntese de múltiplos estudos, oferece um panorama mais robusto do que relatos isolados, ainda que dependa da qualidade dos trabalhos incluídos. Para a prática clínica, sínteses como esta ajudam a calibrar expectativas e a fundamentar condutas.
Mecanismo de ação e segurança
O canabidiol exerce efeito anticonvulsivante por mecanismos múltiplos, em boa parte independentes dos receptores CB1/CB2 clássicos, incluindo a modulação de canais iônicos e da excitabilidade neuronal. Por não ser psicoativo, tem perfil distinto do THC. Quanto à segurança, destacam-se sonolência, diarreia e possível elevação de enzimas hepáticas, o que exige monitoramento. A interação com o clobazam é clinicamente relevante e pode demandar ajuste de dose. O tratamento deve ser titulado de forma gradual, sob supervisão neurológica, com vigilância de efeitos adversos — cuidado redobrado em crianças, população predominante nessas síndromes.
Regulação no Brasil (Anvisa)
No Brasil, o acesso a produtos de cannabis é regulado pela Anvisa — principalmente pela RDC 660/2022 (importação pelo paciente, mediante prescrição médica) e pelo novo marco de fabricação e importação, a RDC 1.015/2026. Qualquer uso terapêutico deve partir de avaliação e prescrição médica individualizada. Este conteúdo é informativo e científico e não substitui a orientação de um profissional de saúde.
Este é um conteúdo informativo elaborado pela Brazcann; para a metodologia completa e os resultados detalhados, consulte a publicação original (Seizure · 2016). O acesso a tratamentos com cannabis deve sempre ocorrer pela via regulada, com prescrição e acompanhamento médico.
Perguntas frequentes
O CBD trata epilepsia?
Em epilepsias refratárias específicas, ensaios clínicos mostraram redução de crises; o uso é prescrito e acompanhado por médico.
O CBD causa efeito psicoativo?
Não. O canabidiol não é psicoativo, diferentemente do THC.
Sobre este conteúdo
Esta página é uma síntese de pesquisa científica publicada por terceiros, com finalidade informativa e educacional. A Brazcann não conduziu, não financiou e não patrocinou os estudos aqui resumidos, e não fabrica, não vende, não distribui e não fornece produtos de cannabis.
Este conteúdo não é recomendação, indicação terapêutica, prescrição nem aconselhamento médico, e não substitui a avaliação de profissional habilitado. Resultado de estudo não garante eficácia individual, e estudo publicado não significa aprovação regulatória no Brasil.
Consulte a fonte primária indicada nesta página.
Última revisão: 30/07/2026

