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Cannabis em cuidados paliativos: revisão sistemática

Cuidados paliativos

J Pain Symptom Manage · 2022

Revisão sistemática: efeitos em dor, náusea/vômito, apetite, sono e fadiga (qualidade de evidência baixa).

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Cannabis em cuidados paliativos: revisão sistemática

Cannabis em cuidados paliativos | Brazcann

Introdução e contexto clínico

O estudo Cannabis em cuidados paliativos: revisão sistemática (J Pain Symptom Manage · 2022) integra a investigação científica sobre o uso de canabinoides em cuidados paliativos.

Em cuidados paliativos, o objetivo é o conforto e a qualidade de vida. A cannabis medicinal é estudada para o manejo conjunto de sintomas como dor, náusea, perda de apetite, insônia e fadiga, frequentemente em pacientes com câncer avançado. Revisões sistemáticas apontam possível benefício sintomático, ainda que com qualidade de evidência variável. A indicação é individualizada e integra-se ao plano de cuidados conduzido pela equipe de saúde.

Compreender o que a ciência mostra sobre o uso de canabinoides em cuidados paliativos ajuda pacientes e profissionais de saúde a tomar decisões mais seguras e bem fundamentadas, baseadas em evidência e não em senso comum.

Metodologia e achados

Esta revisão científica reuniu e avaliou criticamente a literatura disponível sobre o tema. Revisão sistemática: efeitos em dor, náusea/vômito, apetite, sono e fadiga (qualidade de evidência baixa). Como síntese de múltiplos estudos, oferece um panorama mais robusto do que relatos isolados, ainda que dependa da qualidade dos trabalhos incluídos. Para a prática clínica, sínteses como esta ajudam a calibrar expectativas e a fundamentar condutas.

Mecanismo de ação e segurança

Em cuidados paliativos, o objetivo é o controle simultâneo de múltiplos sintomas. Os canabinoides atuam sobre o sistema endocanabinoide modulando dor, náusea, apetite e sono, e a proporção THC:CBD é ajustada conforme o alvo sintomático. A segurança considera o paciente frequentemente frágil e polimedicado: sedação, tontura e interações merecem atenção, equilibrando conforto e efeitos adversos. A titulação individualizada e a integração ao plano de cuidados da equipe são essenciais para maximizar a qualidade de vida sem sobrecarregar o paciente.

Regulação no Brasil (Anvisa)

No Brasil, o acesso a produtos de cannabis é regulado pela Anvisa — principalmente pela RDC 660/2022 (importação pelo paciente, mediante prescrição médica) e pelo novo marco de fabricação e importação, a RDC 1.015/2026. Qualquer uso terapêutico deve partir de avaliação e prescrição médica individualizada. Este conteúdo é informativo e científico e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

Este é um conteúdo informativo elaborado pela Brazcann; para a metodologia completa e os resultados detalhados, consulte a publicação original (J Pain Symptom Manage · 2022). O acesso a tratamentos com cannabis deve sempre ocorrer pela via regulada, com prescrição e acompanhamento médico.

Perguntas frequentes

Para que serve a cannabis em cuidados paliativos?

Para o manejo conjunto de sintomas (dor, náusea, apetite, sono), visando conforto e qualidade de vida.

Substitui o tratamento da equipe?

Não. Integra-se ao plano de cuidados conduzido pela equipe de saúde.


Sobre este conteúdo

Esta página é uma síntese de pesquisa científica publicada por terceiros, com finalidade informativa e educacional. A Brazcann não conduziu, não financiou e não patrocinou os estudos aqui resumidos, e não fabrica, não vende, não distribui e não fornece produtos de cannabis.

Este conteúdo não é recomendação, indicação terapêutica, prescrição nem aconselhamento médico, e não substitui a avaliação de profissional habilitado. Resultado de estudo não garante eficácia individual, e estudo publicado não significa aprovação regulatória no Brasil.

Consulte a fonte primária indicada nesta página.

Última revisão: 30/07/2026

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