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Canabidiol como terapia adjuvante na esquizofrenia: RCT multicêntrico

Esquizofrenia & psicose

Am J Psychiatry · 2018

RCT (McGuire et al.): CBD 1000 mg/dia reduziu sintomas psicóticos positivos vs placebo, com boa tolerabilidade.

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Canabidiol como terapia adjuvante na esquizofrenia: RCT multicêntrico

Canabidiol como terapia adjuvante | Brazcann

Introdução e contexto clínico

O estudo Canabidiol como terapia adjuvante na esquizofrenia: RCT multicêntrico (Am J Psychiatry · 2018) integra a investigação científica sobre o uso de canabinoides em esquizofrenia e psicose.

É importante diferenciar os componentes da cannabis: enquanto o THC, em uso recreativo e em altas doses, está associado a risco psicótico, o canabidiol (CBD) tem sido investigado por um possível efeito antipsicótico. Ensaios clínicos avaliaram o CBD como terapia adjuvante na esquizofrenia, com sinais de redução de sintomas e bom perfil de tolerabilidade em alguns estudos. A área é promissora, porém ainda em consolidação, e o manejo psiquiátrico permanece essencial.

Compreender o que a ciência mostra sobre o uso de canabinoides em esquizofrenia e psicose ajuda pacientes e profissionais de saúde a tomar decisões mais seguras e bem fundamentadas, baseadas em evidência e não em senso comum.

Metodologia e achados

Este ensaio clínico foi conduzido de forma controlada, comparando o tratamento a um grupo de referência. RCT (McGuire et al.): CBD 1000 mg/dia reduziu sintomas psicóticos positivos vs placebo, com boa tolerabilidade. O desenho cego e comparado reduz vieses e aumenta a confiabilidade do achado. Resultados de ensaios controlados como este são especialmente valiosos para orientar decisões terapêuticas.

Mecanismo de ação e segurança

Aqui a distinção entre os canabinoides é crucial: o THC, agonista de receptores CB1, pode precipitar ou agravar sintomas psicóticos, enquanto o CBD apresenta perfil farmacológico distinto, investigado por um possível efeito antipsicótico via modulação da sinalização e de receptores serotoninérgicos. Na segurança, o CBD costuma ser bem tolerado, mas há atenção a interações medicamentosas e à necessidade de manter o tratamento psiquiátrico de base. O uso recreativo de cannabis rica em THC é desaconselhado nessa população pelo risco de descompensação.

Regulação no Brasil (Anvisa)

No Brasil, o acesso a produtos de cannabis é regulado pela Anvisa — principalmente pela RDC 660/2022 (importação pelo paciente, mediante prescrição médica) e pelo novo marco de fabricação e importação, a RDC 1.015/2026. Qualquer uso terapêutico deve partir de avaliação e prescrição médica individualizada. Este conteúdo é informativo e científico e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

Este é um conteúdo informativo elaborado pela Brazcann; para a metodologia completa e os resultados detalhados, consulte a publicação original (Am J Psychiatry · 2018). O acesso a tratamentos com cannabis deve sempre ocorrer pela via regulada, com prescrição e acompanhamento médico.

Perguntas frequentes

O CBD é diferente do THC na psicose?

Sim. O THC pode aumentar o risco psicótico; o CBD é investigado por um possível efeito antipsicótico.

O CBD trata esquizofrenia?

Foi estudado como terapia adjuvante com sinais positivos; a evidência ainda está em consolidação.


Sobre este conteúdo

Esta página é uma síntese de pesquisa científica publicada por terceiros, com finalidade informativa e educacional. A Brazcann não conduziu, não financiou e não patrocinou os estudos aqui resumidos, e não fabrica, não vende, não distribui e não fornece produtos de cannabis.

Este conteúdo não é recomendação, indicação terapêutica, prescrição nem aconselhamento médico, e não substitui a avaliação de profissional habilitado. Resultado de estudo não garante eficácia individual, e estudo publicado não significa aprovação regulatória no Brasil.

Consulte a fonte primária indicada nesta página.

Última revisão: 30/07/2026

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